O que é pegging?

 

Essa é uma pergunta que aparece bastante pra mim, tanto de seguidores curiosos quanto de gente que quer entender melhor o assunto. Vou explicar de forma bem sincera, como sempre faço aqui.

Pegging é quando a mulher usa um strap-on (um cinto com pênis de borracha ou silicone) para penetrar o homem analmente. Basicamente, é a inversão da penetração tradicional: ela fode ele.

O nome “pegging” foi popularizado pelo comediante Dan Savage há alguns anos e pegou forte. Hoje é uma fantasia relativamente comum, especialmente entre homens héteros ou bissexuais que querem explorar a próstata e viver a sensação de serem penetrados.

A próstata, como muitos já sabem, é chamada por alguns de “ponto G masculino”. Quando estimulada da forma certa, ela pode gerar orgasmos muito intensos, diferentes daqueles que a gente tem só estimulando o pau. Tem homem que goza sem nem tocar no pau, só com penetração anal.

Eu acho importante falar sobre o tema porque sexualidade é descoberta, e o pegging representa exatamente isso: sair da zona de conforto, inverter papéis e explorar novas sensações.

Mas vou ser bem honesto com vocês, como sempre sou:  

Eu nunca fiz pegging com minha esposa e, até hoje, não tenho vontade nenhuma de experimentar isso com ela.

Não é por julgamento. Eu não acho que pegging seja “coisa de gay”, “humilhante” ou qualquer rótulo idiota que colocam por aí. Eu respeito quem gosta e quem pratica. Conheço homens que amam, que gozam absurdamente e que têm uma conexão muito forte com suas parceiras através dessa prática.

Só que, pessoalmente, não é algo que me atrai. Eu não sinto curiosidade de ser penetrado por ela, e não é uma fantasia que eu tenho. Gosto de explorar outras formas de prazer, outras inversões de papéis mais leves, mas essa específica não me interessa no momento. E tudo bem. Sexualidade não é obrigação. Não precisa gostar de tudo só porque está na moda ou porque outras pessoas curtem.

O importante é: se você tem curiosidade sobre pegging, converse abertamente com sua parceira. Comece devagar (dedos, plug pequeno, muita lubrificação e paciência). Respeite seus limites e os dela. Tem casais que adoram e fortalecem a relação com isso. Tem outros que experimentam e descobrem que não é pra eles. E tem gente, como eu, que prefere nem experimentar.

O que eu defendo sempre é a liberdade de escolha sem pressão e sem vergonha. Se você quer explorar pegging, vá em frente com segurança e consentimento. Se não quer, como é o meu caso, também está tudo certo.

No fim, o que importa não é seguir tendência. É conhecer seu próprio corpo e seus desejos de forma honesta.

E você? Já pensou em experimentar pegging? Já viveu ou tem curiosidade? Ou, assim como eu, não sente atração por essa prática?

Pode falar aqui nos comentários com tranquilidade. Este espaço é pra gente conversar sem julgamento.

Obrigado por chegar até o fim!

Este conto foi escrito exclusivamente para este blog.

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