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A primeira vez que me permiti

Eu sempre me considerei um homem hétero comum. 33 anos, casado, morando em Vitória, treino, trabalho, vida “normal”. Mas tinha algo que eu nunca admitia em voz alta: desde os 20 e poucos anos, às vezes eu fantasiava com homens. Não era todo dia, mas quando vinha… vinha forte. Eu reprimia. Casado, “macho”, pai de família. Não era certo.

Até aquela noite.
Meu amigo Lucas, 31 anos, tinha terminado com a namorada e me pediu pra dormir em casa uns dias. Juliana estava viajando de novo. Aceitei. Era só um amigo… ou era o que eu queria acreditar.
Depois de algumas cervejas e um filme, ele tomou banho e saiu só de toalha na cintura. Corpo definido, pele morena, peito largo. Sentei no sofá fingindo mexer no celular, mas meu olhar não parava de voltar pra ele.
— Tá olhando o quê, Thiago? — perguntou com um sorrisinho.
Não respondi. Meu coração acelerou. Ele se aproximou, parou na minha frente e deixou a toalha cair.
O pau dele estava semi-duro, grosso, cabeça rosada. Maior que o meu. Fiquei paralisado. Pela primeira vez na vida, eu não fugi do desejo.
Lucas segurou o pau e balançou devagar na minha frente.
— Se quiser chupar, é só abrir a boca.
Eu hesitei só uns dois segundos. Depois me ajoelhei.
Assim que encostei os lábios na cabeça quente, algo dentro de mim quebrou. Comecei a chupar. Desajeitado no começo, mas com fome. Lucas gemeu baixo e segurou minha cabeça.
— Isso… vai fundo, caralho.
Enfiei o máximo que consegui. Babava inteiro, engasgava, mas não parava. O gosto, o cheiro, a veia pulsando na língua… eu estava absurdamente excitado. Meu pau latejava dentro da bermuda.
Ele fodeu minha boca com vontade. Segurava meu cabelo e metia até bater no fundo da garganta. Eu babava muito, lágrimas escorrendo, mas o tesão era maior que qualquer vergonha.
— Levanta, mandou.
Virou-me de costas no sofá, abaixou minha bermuda e cuspiu direto no meu cu. Senti o dedo dele entrando devagar, depois dois. Doía um pouco, mas eu empinava a bunda pedindo mais.
— Nunca foi fodido, né? perguntou.
— Não… respondi rouco.
— Hoje vai ser.
Senti a cabeça grossa pressionando. Ele foi entrando devagar, centímetro por centímetro. Eu gemia alto, mordei a almofada. Quando ele enterrou tudo, senti uma mistura absurda de dor e prazer. Ele começou a estocar.
Devagar no início. Depois mais forte. O barulho da pele batendo enchia a sala. Lucas segurava minha cintura e metia fundo, gemendo:
— Que cu apertado… tá gostando né, casado safado?
— Tá… porra… me fode…
Ele acelerou. Metia com força, tirava quase tudo e enfiava de novo. Eu sentia o pau dele latejando dentro de mim. Ele puxou meu cabelo, arqueou minhas costas e meteu mais fundo ainda.
Gozei primeiro. Sem nem tocar no meu pau. Jatos fortes no sofá enquanto ele me arrombava.
Lucas não parou. Continuou metendo forte até que gozou dentro de mim. Senti o calor do porra enchendo meu cu. Ele deu umas estocadas finais, bem fundo, e tirou devagar. O sêmen escorreu pela minha perna.
Ficamos em silêncio por uns minutos.
Eu me sentia sujo… usado… e absurdamente vivo.
Deitado na cama depois, olhando o teto, a reflexão veio. “Eu sou o quê agora? Ainda sou hétero? Bisexual? Traí minha esposa de um jeito que nunca imaginei.” Mas ao mesmo tempo, uma voz mais profunda dizia: “Você se permitiu. Finalmente parou de mentir pra si mesmo.”
No dia seguinte, Lucas agiu como se nada tivesse acontecido. Mas à noite… ele me pegou de novo. Dessa vez no meu quarto de casal. Me fodeu na cama que durmo com minha mulher. Gozou na minha boca enquanto eu batia punheta. Engoli tudo.
E eu deixei.
Não sei o que vai acontecer quando Juliana voltar. Não sei se vou querer continuar fazendo isso. Não sei se vou me sentir culpado pra caralho ou se simplesmente vou aceitar que tenho esse lado.
Só sei que, pela primeira vez na vida, eu me permiti sentir tudo sem julgar.
E isso… isso está me mudando.

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